quarta-feira, 18 de julho de 2012

‘A Alma e a Forma’ nas esculturas de Domingos Oliveira


No passado sábado o Lugar da Tulha, no centro histórico vimaranense, encheu-se de convidados para participar na inauguração da mostra de escultura e pintura do artista plástico mondinense, Domingos Oliveira. Alguns dos presentes vieram de Lisboa, outros da terra Natal do artista, e os restantes eram oriundos da região de Basto, há anos radicados na cidade-berço. Entre eles o NG encontrou diversas figuras públicas como a jornalista Helena Ramos e Eládio Climaco e os políticos António Magalhães e Francisca Abreu, respectivamente presidente e vereadora da cultura da Câmara Municipal de Guimarães e Humberto Cerqueira e Teresa Rabiça, respectivamente presidente e vice-presidente do município mondinense.
Foi a primeira vez que nos foi permitido assistir a um evento que reuniu dois presidentes de municípios na inauguração de uma mostra de artes plásticas, a decorrer até ao próximo dia 31 de Julho, na Galeria Lucília Guimarães. Esta exposição, e segundo Luís Gonçalves, revela um artista que se exprime avidamente na dureza de materiais como o bronze, transformando-o em silhuetas macias e harmoniosas, como se necessitasse de igual forma, de transformar e apaziguar a austeridade da vida e a inquietude da paixão, em formas de estar e de sentir mais aconchegantes.
Ainda no Lugar da Tulha, a Tasca O Nicolino acolhe uma espécie de instalação de Carminda Andrade, composta por postais colados em cima de lousas, onde a artista reproduz uma série de espigueiros da região de Basto e Minho, cujos originais foram adquiridos pelo conhecido comentador político Marcelo Rebelo de Sousa.

A. Martins

sábado, 14 de julho de 2012

Nova geração de vozes femininas marca edição de 2012 do MANTA
MANTA regressa ao jardim do Centro Cultural Vila Flor
a 26 e 27 de julho com Russian Red e Nite Jewel
Em ano de Capital Europeia da Cultura, o MANTA acontece em versão mais concentrada e já no fecho do mês de julho. É nos dias 26 e 27 de julho que serápossível viver a experiência anual e gratuita do encontro com a cultura nos jardins do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Uma forma livre de cruzar públicos, fazendo-os convergir de forma singular para a formação de uma identidade que caracteriza aquilo a que chamamos comunidade urbana.
O ADN da programação reflete uma aposta nos valores locais e nacionais, com a necessária interseção de propostas internacionais de valor. Garante-se assim a oportunidade para o desenvolvimento local, não esquecendo ao mesmo tempo a importância de trazer a Guimarães asdiferentes artes e talentos que o mundo oferece, sempre na perspetiva de que estas, uma vez assimiladas, darão lugar a novas linguagens, criadas num contexto de cidade contemporânea em que nos inserimos.
À semelhança do ano passado, o MANTA propõe dois momentos que traduzem, na essência, o eixo local vs internacional. O primeiro ocorre em pleno centro histórico da cidade, preenchendo os finais de tarde na Praça de Santiago (às 19h00) com as propostas para audição da música de Gobi Bear (artista vimaranense) e Azevedo Silva (que se desloca do Porto). Serão atuações assentes na arte de escrever canções. Uma prática tão local quanto universal.
As presenças internacionais estão guardadas, como sempre, para as atuações noturnas no jardim do Centro Cultural Vila Flor. Um local que se transforma no centro do mundo, a partir da entrega generosa dos artistas em palco e da sua calorosa relação com o público. Essa proximidade em habitat natural faz do Manta um acontecimento cultural muito particular e, sem dúvida, inesquecível.
Na edição de 2012, marcada pela nova geração de vozes femininas, o jardim do CCVF recebe na quinta-feira (26 de julho) aquela que é reconhecida como uma das mais talentosas artistas espanholas: Russian Red. Alguém já familiar do público português devido à passagem por alguns festivais nacionais, e que encontrará no MANTA o cenário ideal para a sua irresistível música que se situa algures entre Aimee Mann e Mazzy Star. Esta primeira atuação no jardim do Centro Cultural Vila Flor tem início marcado para as 23h00. No dia seguinte (27 de julho), outra voz de grande destaque no panorama internacional da pop: Nite Jewel. A artista californiana tem sido por vezes comparada ao brilhantismo vocal apresentado pela cantora canadiana Feist. O concerto da Nite Jewel está marcado para as 24h00.
É desta forma que o Manta regressa ao jardim do Centro Cultural Vila Flor, estendendo-se mais uma vez à cidade, mais concretamente ao centro histórico, e garantindo momentos de fruição musical gratuita que convidam todos a integrar este ambiente especial.
Russian Red
Russian Red (Lourdes Hernández) é atualmente um dos nomes mais sonantes da cena musical espanhola. Estreou-se em pequenos clubes em Madrid, avançando rapidamente para os teatros e palcos do mundo inteiro. O seu primeiro álbum, “I Love Your Glasses” (2008), vendeu mais de 40 mil cópias, atingindo assim a marca do disco de ouro. Tocou na Colômbia, Venezuela, Argentina, Estados Unidos da América, México, Costa Rica, Bélgica, China e Coreia do Sul, entre outros países, e integrou os cartazes de alguns dos mais importantes festivais espanhóis e europeus (FIB, Primavera Sound, Jazzaldia, Eurosonic). Em Portugal, Russian Red estreou-se em 2009, no Festival para Gente Sentada. Este ano (no passado mês de março), fez parte do cartaz do Vodafone Mexefest, no Porto.
Depois do enorme sucesso do disco de estreia, o segundo álbum da madrilena era aguardado com expetativa. Russian Red não defraudou o público e conquistou a crítica. Lançado em maio do ano passado,“Fuerteventura” foi considerado um dos melhores discos de 2011 pela Rolling Stone espanhola e pela Radio 3 (rádio pública nacional espanhola). Gravado em Glasgow e masterizado em Nova Iorque, conta com a colaboração dos músicos da banda escocesa Belle&Sebastian, e abre uma nova janela na música de Russian Red. Melancólico e efervescente, luminoso e enigmático, “Fuerteventura” confirma Lourdes Hernández enquanto compositora e intérprete. Para ouvir, com atenção, na primeira noite do MANTA.
Nite Jewel
Ramona Gonzalez, também conhecida como Nite Jewel, faz parte da cena musical criativa de Los Angeles que deu origem a fenómenos como Ariel Pink, Geneva Jacuzzi, Julia Holter, entre outros. Depois do disco de estreia “Good Evening” (2008) e de uns quantos EP’s, Nite Jewel lançou, no passado mês de março, o segundo álbum de originais, “One Second of Love”, com selo da Secretly Canadian, um disco recheado de temas com tonalidades synth-pop, R&B, soul e funk dos anos 80. Marcado por uma produção cristalina, se tivermos em conta a produção mais caseira e a sonoridade lo-fi dos seus primeiros trabalhos, “One Second of Love” revela uma maior maturidade e sofisticação e permite que os dons vocais de Ramona Gonzalez ganhem maior destaque. A autenticidade artística de Nite Jewel e a sua capacidade para escrever canções pop colocam-na na linha da frente das novas figuras universais da música contemporânea. Talvez por isso não seja de estranhar que a comparem a Feist ou por vezes até a cantoras de uma realidade maior como Sade. Este elogio resulta da enorme progressão atingida no seu último álbum de originais (“One Second of Love”) e que a confirmam como uma songwriter singular com apetência para composições bastantes melódicas.
Depois de acompanhar, em tour, bandas como os Deerhunter ou Little Dragon, Nite Jewel apresenta-se agora, ao vivo, com a sua banda ocupando o papel central do cartaz do MANTA deste ano, momento pelo qual se espera com bastante entusiasmo.
Imagens referentes a estes espetáculos podem ser descarregadas através do seguinte link: http://wtrns.fr/jzT88fGJ2_jIhJ-
Programa Multidisciplinar em Artes é coproduzido pelo Centro Cultural Vila Flor e pela Asas de Palco - Escola de Artes Performativas
Box Project 2012
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O Centro Cultural Vila Flor e a Asas de Palco – Escola de Artes Performativas, em Guimarães, associam-se para coproduzirem mais uma edição do Box Project, um programa multidisciplinar em artes que reforça a aposta e a importância da formação em ambiente não formal em artes multidisciplinares.
O Box Project é um programa pensado para quem deseja iniciar formação na área das artes, aprofundar conhecimentos ou explorar outras áreas de trabalho artístico. Em 2012, o projeto alarga o seu caráter multidisciplinar e de formação integrada e passa a propor ao público, para além de um programa diversificado em artes, o acesso a uma exposição fotográfica e a um documentário. Esta exposição e documentário registaram um programa de formação e pesquisa descentralizado focado nas freguesias de Guimarães. Durante um mês desenvolveu-se formação artística na comunidade ao mesmo tempo que se investigava e recolhia material para a construção de um espetáculo de palco.
Daquele programa de formação resultaram também sete mostras públicas em formato de site specific que foram apresentadas em espaços públicos urbanos de Guimarães. O documentário e exposição registaram os vários passos deste processo, o que permite perceber como é que se constrói um projeto com esta tipologia, ao mesmo tempo que se apresentam discursos artísticos novos e alternativos sobre o mesmo objeto. O documentário e a exposição podem ser vistos no próximo dia 17 de julho, às 21h30, no São Mamede – Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães. A entrada é livre.
Os espaços de formação do Box Project, designados workboxes, irão realizar-se no Centro Cultural Vila Flor e na Asas de Palco, entre os dias 16 e 21 de julho, das 10h00 às 18h30. As workboxes dividem-se em diferentes áreas – bboying, composição e improvisação, fotografia de cena, flying low, improvisação, movimento contemporâneo, reportório contemporâneo, stencil, técnica de dança contemporânea e vídeo – que serão orientadas por formadores multifacetados e inovadores, com trabalho firmado nacional e internacionalmente. Joana Antunes, bailarina e coreógrafa vimaranense com vasta experiência em técnica clássica, técnica contemporânea e programas de iniciação à formação artística, assume a direção artística do projeto.
O Box Project dirige-se ao público a partir dos 6 anos de idade. As inscrições serão aceites até ao dia 09 de julho e poderão ser efetuadas na Asas de Palco – Escola de Artes Performativas (Assembleia de Guimarães, Rua Professor Egas Moniz, 4810-027 Guimarães) ou no website do Centro Cultural Vila Flor, www.ccvf.pt, através do preenchimento do formulário disponível online.

domingo, 17 de junho de 2012


Iris Henkenhaf-Stark expõe em Guimarães




No passado sábado foi inaugurada, na galeria G.40 do Hotel Mestre de Avis, na rua D. João, uma exposição multi-disciplinar da artista plástica, a residir na Alemanha, Iris Henkenhaf-Stark, sob o título “Chifres – a nossa origem celta”. A artista apresenta-nos uma série de trabalhos em vidro onde, para além dos chifres, podemos ainda observar alguns vitrais e pinturas, cuja apresentação esteve a cargo de Vasco Carneiro. Ficamos assim a saber da relação que os nossos antepassados celtas tinham com o chifre como meio comunicacional e os vitrais, que foram introduzidos pelos povos visigóticos, para embelezar e deixar passar a luz nas igrejas e catedrais por eles construídos.
Os convidados, maioritariamente constituídos por alemães que se deslocaram propositadamente da Alemanha para participar na inauguração, foram brindados com um concerto de música, de raiz celta, executado exemplarmente por Tiago Abreu, ao violino, e Carlos Fernandes, ao piano.
Em declarações ao Notícias de Guimarães a directora do hotel, Maria Rosa Roedër, referiu que esta primeira experiência foi positiva e é para repetir, mas que o seu objectivo é criar um intercâmbio entre artistas plásticos alemães e portugueses, ou seja, que os artistas portugueses vão à Alemanha expor os seus trabalhos e vice-versa. É uma aposta demasiado importante para ser ignorada pelos nossos artistas que poderão, desta forma, ter uma porta aberta para a internacionalização das suas obras.
A exposição pode ser vista até ao próximo dia 31 de Agosto.
“Programa à Descoberta”, de 02 a 27 de julho, para crianças dos 6 aos 10 anos
Verão especial no CCVF para pequenos descobridores
Este verão, e à semelhança dos últimos anos, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, preparou um conjunto de oficinas de artes e atividades lúdicas – intitulado “Programa à Descoberta” – criado com o intuito de proporcionar uma oferta qualificada para as férias das crianças e de promover o “usufruto dos tempos livres” em vez da “ocupação dos tempos livres”.
Cada semana tem um tema âncora, a partir do qual se desenvolvem, de forma lúdica e articulada entre si, oficinas de artes, debates filosóficos, sessões de cinema, visitas e outras atividades, numa perspetiva transversal do saber e do fazer. Os objetivos do Centro Cultural Vila Flor junto das crianças são abrir novas perspetivas sobre o mundo que as rodeia, desenvolver a sua criatividade e contribuir para a valorização da experiência de cada um no seio do trabalho em grupo. Esta edição do “Programa à Descoberta” decorre entre os dias 02 e 27 de julho, das 09h00 às 18h00. As atividades são dirigidas a crianças dos 6 aos 10 anos de idade e acontecem em dois momentos: “À Descoberta dos Limites” e “À Descoberta do Nada”.
“À Descoberta dos Limites” decorre de 02 a 06 e de 16 a 20 de julho. Este programa inclui temas e atividades que abrangem a filosofia, artes plásticas, astronomia, cinema, passeio pedestre, dança, cenografia, fotografia e uma sessão de cinema fora d’horas. “À Descoberta de Nada” acontece nos períodos de 09 a 13 e de 23 a 27 de julho. A gama de atividades contempla áreas como a escrita, filosofia, artes plásticas, voz, dança e som, e engloba também uma sessão de contos, uma visita orientada às exposições “Flatland Redux” e “Christian Boltanski” e um piquenique.
As crianças podem inscrever-se numa ou mais semanas. As inscrições devem ser efetuadas até uma semana antes do primeiro dia da semana pretendida, no Centro Cultural Vila Flor ou no site www.ccvf.pt através do preenchimento do formulário disponível online.
Oficinas para os mais crescidos
Os mais crescidos, entre os 11 e os 14 anos, poderão inscrever-se em duas oficinas, uma que liga o mundo do teatro de sombras e o mundo do som, e outra que explora a área da fotografia.
De 23 a 25 de julho, entre as 11h00 e as 17h30, realiza-se “A Sombra do Som”, uma oficina de teatro de sombras e sonoplastia, em formato intensivo, na qual os jovens poderão explorar a mecânica das sombras em cena, da construção à animação das formas, mas sempre pensando num pequeno espetáculo, em que luz, sombra e som constroem a ilusão teatral. A conceção e orientação desta oficina pertence a Raul Constante Pereira e João Martins.
A 26 e 27 de julho, no mesmo horário, os jovens poderão também participar na oficina de fotografia “A Sombra e o Sol”, concebida e orientada por Ana Joana Amorim e Joana Castelo. A luz intensa do Sol atua sobre as matérias e produz sombras, formas, linhas e superfícies – este é o princípio essencial da fotografia, o desenho com luz. Através de exercícios experimentais com sombras chinesas, com a câmara escura, o desenho de silhuetas, o fisionotraço e a fotossensibilidade, serão exploradas diferentes possibilidades utilizando o corpo e objetos inesperados para a criação de imagens.
As inscrições para ambas as oficinas poderão ser efetuadas no Centro Cultural Vila Flor ou no site www.ccvf.pt através do preenchimento do formulário de inscrição disponível online.