quinta-feira, 7 de junho de 2012


CDS-PP DE MONDIM DE BASTO NÃO COMPREENDE E OPÕE-SE AO ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL DE MONDIM.

COMUNICADO

Já na última Assembleia Municipal o CDS-PP chamou a atenção para as drásticas e injustas medidas que se estariam a preparar no Novo Mapa Judiciário e que poderiam acarretar a extinção da Comarca de Mondim e o consequente fecho do nosso Tribunal.

As notícias então divulgadas apontavam para a possibilidade de no Novo Mapa se propor à senhora Ministra da Justiça não apenas o encerramento de 4 Tribunais no Distrito de Vila Real mas sim de 6, ou seja, metade dos existentes no Distrito.

Um dos dois outros Tribunais a extinguir era precisamente o de Mondim de Basto, não abrangido no projecto inicial pois cumpria as condições dos critérios estabelecidos para os Tribunais a manter.

Sem que se possam compreender ou, muito menos, aceitar os motivos da alteração foi agora anunciado o citado alargamento de 4 para 6 e o fecho do nosso Tribunal.

Injusto acto que merece ao CDS-PP de Mondim de Basto o maior repúdio, pelo que representa de desrespeito pelos direitos dos mondinenses.

Porque, mesmo reconhecendo o estado catastrófico em que os sucessivos governos do PS deixaram as finanças do país, não podemos aceitar que o seu reequilíbrio se faça à custa dos direitos e bem estar de populações continuadamente ignoradas pelo desinteresse dos poderes centrais.

E não pode nem deve a senhora Ministra ignorar as consequências negativas que este encerramento acarreta, atirando os mondinenses para marchas forçadas de mais de 50 quilómetros, por estradas de segunda, para Vila Real, para onde nem sequer existem transportes públicos directos. Ou noutros casos para Chaves, ainda mais distante.

Esta violência é, à partida, uma sentença injusta e uma punição injustificada que está, muito legitimamente, a indignar e revoltar as populações do concelho de Mondim, com as quais o CDS-PP deste Concelho se têm de solidarizar, pela obrigação que assumiu, e mantêm, de lutar por uma melhoria de condições da sua população.

Do mesmo modo que se indigna e revolta com igual ou superior veemência, contra o aproveitamento político do PS pretendendo branquear as suas responsabilidades na catastrófica situação em que deixou o país e que o levou a assinar o memorando da Troika que previa já um Novo Mapa Judiciário.

Ou, pior, quando é sabido que já em 2005 e 2007 o governo do PS, num outro Mapa Judiciário propunha encerrar o Tribunal de Mondim. Muito antes, pois, de se ter comprometido com a Troika às brutais medidas necessárias para retirar o país da ruína económica para que havia sido atirado pela impreparação e inconsciência de Sócrates.

O que torna ainda mais farisaicas as atitudes dos autarcas socialistas que esquecendo ou, pior, querendo branquear o que desde há muito o PS projectava fazer, se mostram agora aparentemente indignados com o fecho dos tribunais.

Face, ao que sempre tem assumido como dever interventivo, o CDS-PP não se limita, no entanto, a criticar ou protestar, mas sim procura propor soluções, algumas das quais se encontram no seu programa para a área da Justiça, como seja a implementação de Juízes itinerantes cuja mobilidade evitaria as dificultosas deslocações das populações.

Implementar soluções como estas ou outras que protejam os direitos e o bem estar das populações é uma obrigação de quem governa. Porque, independentemente de pareceres técnicos que sustentem soluções tão brutais como as que agora se pretendem consignar no Novo Mapa Autárquico, os governantes têm o dever de minimizar as assimetrias regionais, e promover o equilíbrio das condições de vida das respectivas populações.

Convindo ainda não ignorar que o fecho do Tribunal agora decidido é meio caminho andado para comprometer o futuro de Mondim como concelho, fragilizado como ficará a uma mais apertada malha de condições que mais tarde o avaliará, como agora avalia as freguesias , e que poderá levar à sua fusão ou extinção.

Por tudo isso, sem quebra dos deveres de solidariedade devidos a quem participa agora na difícil tarefa governativa de retirar o país das cinzas em que o PS o deixou enterrado, o CDS-PP de Mondim de Basto tem a obrigação de vir protestar contra tão injusta brutalidade administrativa e solicitar que esta seja revista e reajustada.
A COMISSÃO CONCELHIA DO CDS-PP DE MONDIM DE BASTO
Festivais Gil Vicente, em Guimarães, decorrem de 06 e 16 de junho
Estreia d’ “As Barcas”, de João Garcia Miguel, marca o arranque dos Festivais Gil Vicente 2012



A continuação de projetos estruturantes e emblemáticos de Guimarães é condição essencial para que esta Capital Europeia da Cultura seja mais do que 2012. Ainda é mais importante quando esses projetos atingem um patamar de qualidade que faz deles uma referência a nível nacional e internacional. É o caso dos Festivais Gil Vicente, que agora comemoram 25 anos de existência ininterrupta. Tendo já percorrido um longo percurso, este Festival assume-se, atualmente, como um palco privilegiado para a apresentação da mais recente produção teatral nacional. Na edição de 2012, os Festivais Gil Vicente decorrem de 06 a 16 de junho e acolhem 5 estreias absolutas.
A estreia da mais recente criação de João Garcia Miguel, “As Barcas”, esta quarta-feira, marca o início de mais uma edição dos Festivais Gil Vicente. Com este espetáculo, João Garcia Miguel regressa ao tema das viagens, baseando-se num conjunto de textos de Gil Vicente (“Auto da Barca do Inferno”, “Auto da Barca do Purgatório” e “Auto da Glória”). Nesta criação, a companhia desenvolveu um sistema de trabalho que se desdobra em duas direções que procura fazer coincidir: a performance e um conjunto de medias e tecnologias interativas que se inscrevem no tempo real. A investida no mundo medieval, nas fontes do teatro europeu e português, inscreve-se no trabalho sobre os textos e os universos clássicos que a companhia João Garcia Miguel tem vindo a desenvolver. É um investimento na investigação num território fértil pela redescoberta que nos traz diferentes perspetivas do mundo. Nessas viagens ao passado comum, encontrámos o conceito medieval, de virar “o mundo às avessas”, para o revelar nos seus detalhes, segredos e subtilezas. “As Barcas” ficará em cena de 06 a 08 de junho, às 22h00, na Fábrica Asa.

A 07 de junho, é a vez do Visões Úteis estrear a sua 41ª criação, “Nióbio”. A peça reproduz a vida de uma recém-nação, a nação Nióbio. Numa espécie de enclave territorial, misto de destroço urbano e barca voadora encalhada, um estranho grupo de personagens decide separar-se do seu país natal e proclamar a independência de um novo Estado. A nova micronação, Nióbio, é constituída por três habitantes, uma banda e uma lagosta. E a banda nem sequer está completa… Para que uma nação seja uma nação a sério tem de ter História, leis e linguagem próprias, e se nada disso existir pode criar-se rapidamente. O novo povo de Nióbio vai implementar todos os procedimentos necessários à validação do recém país, desde a escolha dos símbolos nacionais, à relação diplomática com as organizações internacionais, passando pelas estratégias de sustentabilidade a longo prazo. Mas, apesar de todo o empenho dos seus fundadores, a nação de Nióbio não parece ter grandes hipóteses de futuro. Talvez porque não consegue deixar de replicar os erros que ditaram a degeneração da nação mãe. “Nióbio” estreia no dia 07 de junho, às 22h00, no Centro Cultural Vila Flor, ficando em cena no dia seguinte, no mesmo horário.
No sábado (09 de junho), o Centro Cultural Vila Flor acolhe, a partir das 10h00, “Os Lusíadas”, uma performance única, construída ao longo de quatro anos pelo ator António Fonseca. Uma verdadeira maratona de apresentação do épico poema português em estreia absoluta na cidade de Guimarães. A participação ativa da comunidade vimaranense permitirá criar uma performance que começa no dia 09 e termina a 10 de junho, data em que se assinalam 440 anos da edição d’ “Os Lusíadas”. Como nas grandes obras de música, tudo se encontra contido nesta obra, sub-repticiamente insinuado nos ritmos, nos jogos de palavras, nos fôlegos de pensamento, no humor, no contraste dos andamentos. Neste espetáculo, esta grande estória com História, vai ser contada através de episódios e factos referidos numa viagem profundamente autobiográfica como as mais ingénuas estórias infantis e comunicada pelo ator a partir do coração, que é a forma mais intensa do entendimento.
A segunda semana do Festival constrói-se ao longo de quatro dias de espetáculos. No dia 13, a companhia galega Voadora apresenta “Joane”, uma partitura cénica repleta de poesia, ironia, nonsense, beleza, dança, monstros e música pop, que tem como ponto de partida a figura de Joane, o Parvo do “Auto da Barca do Inferno”. O resultado é uma visão fresca e evocativa da obra vicentina. No dia seguinte (14 de junho), a companhia Cão Solteiro & André e. Teodósio trazem ao Centro Cultural Vila Flor o segundo momento do projeto “Top Models”, estreado no passado mês de março. “Top Models” é um projeto que reflete sobre a forma como alguns nomes marcaram a História e habitam na nossa cabeça mesmo sem os termos alguma vez conhecido. Paula Sá Nogueira, a atriz do Cão Solteiro que é ao mesmo tempo musa, cocriadora e intérprete, é a segunda habitante a tomar uma forma neste projeto, depois de “Susana Pomba (um mito urbano)”. A 15 de junho, a KARNART estreia a sua mais recente criação de perfinst, “Ilhas”. Na linha do premiado “Húmus” (dezembro, 2010), a KARNART apresenta um espetáculo baseado na obra que Raul Brandão escreveu, em 1924, durante uma viagem de dois meses aos arquipélagos dos Açores e da Madeira. “Sonho de uma noite de verão”, do Teatro Praga, encerra a edição de 2012 dos Festivais Gil Vicente, a 16 de junho. Em “Sonho de uma noite de verão”, o Teatro Praga revive o espetáculo “The Fairy Queen” que Henry Purcell compôs a partir da obra de Shakespeare. Uma comemoração festiva em busca da felicidade, uma homenagem ao poder ao som de Purcell, a pensar no verão e no amor, e ao gosto da época, da nossa.
Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos no Centro Cultural Vila Flor, em todas as lojas fnac e em www.ccvf.pt, onde é possível consultar todo o programa do festival e restante programação.
Oficina de criação associada ao espetáculo “As Barcas”
Entre 10 e 13 de junho, o Centro Cultural Vila Flor acolhe ainda a Oficina “O Corpo da Memória”, uma oficina de criação associada ao espetáculo “As Barcas”, de João Garcia Miguel. Orientada pelo italiano Antonio Tagliarini, trata-se de uma oficina de criação que se debruça sobre as estratégicas de reconstituição, onde o ponto de partida é a análise crítica de uma série de obras fundamentais da história da dança contemporânea. Este trabalho mais teórico culminará num trabalho prático onde cada participante desenvolverá um pequeno projeto onde trabalhará algumas das formas de reconstituição. A oficina é dirigida a bailarinos, atores, criadores e público em geral, maiores de 16 anos. A inscrição é gratuita, estando apenas sujeita ao pagamento de uma caução no valor de 25,00 euros que será devolvida no final da oficina. As inscrições podem ser efetuadas através do site www.ccvf.pt até ao dia 06 de junho.
Pedidos de acreditação devem ser dirigidos a Bruno Barreto.
O programa completo e detalhado, assim como as fotografias alusivas aos espetáculos dos Festivais Gil Vicente, podem ser descarregados através do seguinte link:
O Núcleo empresarial de Mondim de Basto vai realizar uma sessão de esclarecimento sobre o tema:
Processo Especial de Revitalização.

Este processo incluído no âmbito do programa de Revitalização entrou em vigor no dia 21 de Maio, tendo um fundo de 220 milhões de euros.
Até agora a única alternativa das empresas era ir para o processo de insolvência e invariavelmente para a liquidação, agora têm a possibilidade de se apresentar voluntariamente a um processo de revitalização, numa lógica de recuperar a empresa, resolver conflitos com credores extrajudicialmente, mantendo assim os postos de trabalho e a capacidade produtiva.
 
 
Assim no próximo dia 15 de Junho pelas 20H30 na Junta de Freguesia de Mondim de Basto, realiza-se uma sessão aberta a todos os interessados que pretendam esclarecimentos e informações sobre o tema, contando para isso com a intervenção do Dr. Francisco Ramos.



 
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Exmo Sr. Ministro da Economia Dr. Álvaro Santos Pereira
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ASSUNTO: Encerramento do Tribunal de Mondim de Basto

Exmo Sr. Ministro,

Temos vindo a assistir á necessária tomada de medidas para que o nosso País saia de uma
situação completamente á deriva, e encontre o seu rumo, no sentido do equilíbrio das contas
públicas e desenvolvimento económico e sustentável.
Temos a noção de que este Governo aplica a “medicação” a doença já antiga.
No entanto, questionamos alguma dessa “medicação”.


Sr. Ministro,

O olhar para o País, tomando-o todo por igual sem considerar as particularidades e
especificidades, parece-nos um enorme erro.
Nunca o interior do País sofreu tanto, e com medidas como sejam o encerramento do tribunal,
aliado ao fecho das escolas, leva-nos a temer a existência do nosso próprio Concelho.
Poderá parecer para alguns um tremendo exagero, mas não o é.

Os concelhos do interior, assentam de modo geral a sua economia, em PME’s, aliás um pouco tal
como o País. Mas essas PME’s são essencialmente empresas familiares, cuja importância da
existência de um tribunal, de uma escola a funcionar, da repartição de finanças, da conservatória,
são vitais á economia e ao emprego.

Sr. Ministro,

Não podemos estar mais preocupados e ansiosos.
Temos ao longo destes anos vindo a perder população, que basicamente emigra. E perdemo-la
pela razão óbvia da perda ou inexistência de emprego.
Fomos assolados pelo corte dos subsídios aos funcionários públicos, que para a economia dos
Concelhos como o nosso, é uma irreparável perda, pois aqueles são, ou antes, eram, apesar de
tudo, quem podia consumir e assim dinamizar a economia do nosso Concelho.

Poderíamos enviar uma carta deste género á Exma Sr.Ministra da Justiça, mas consideramos que
este é um problema do seu Ministério, pois é de economia e emprego que se trata.

Sr. Ministro,

Necessitamos no interior, mais do que nunca, de medidas de apoio ás empresas e ao emprego,
direcionadas e específicas para a realidade do interior. Precisamos do recurso ao crédito bancário
para solver problemas de liquidez e de investimento.

Sr. Ministro,

Apoiar as empresas do país real é apoiar o emprego para estancarmos e reduzirmos esse enorme
flagelo social da taxa de desemprego.

Sr. Ministro, faça alguma coisa pelas gentes do interior!
Solicitamos assim ao Sr. Ministro que se digne mandar marcar audiência para apresentarmos
todas as nossas solicitações e anseios de forma construtiva e no sentido de se encontrar uma
solução real para o interior e para as suas empresas.

Mondim de Basto, 20 de Maio de 2012


Os melhores cumprimentos.

Lúcio Machado
Presidente

Repórter TVI (7 de maio)
Facturas de Betão

Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir.

Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas.

Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI.

«Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.

Não perca dia 2012-05-07

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Publicada por Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT) em Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega a 5/06/2012 07:15:00 PM
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Jorge Pinheiro
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Inaugura 18 de Maio 2012 pelas 22h00
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