quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CDS-PP VOTOU CONTRA ORÇAMENTO E PLANO PLURIANUAL PARA 2012



O Grupo parlamentar do CDS-PP de Mondim de Basto votou contra a proposta de Orçamento, Mapa de pessoal e Plano plurianual de Investimentos para 2012, dado que o documento não apresenta uma estratégia para o Concelho de Mondim de Basto. Além do mais, rejeita passar um cheque em branco ao executivo socialista. Na apreciação e votação do documento, realizada em 16 de Dezembro, tornou-se claro que este não responde aos problemas com que o Concelho se confronta e as necessidades das populações, mormente as freguesias que são tratadas de forma discricionária.

É público que a autarquia mondinense está altamente endividada, sendo aliás a 2ª mais endividada do país. Ora é a partir desta realidade que o respectivo Plano e Orçamento para 2012 deveria ter sido pensado e construído.

Acresce ainda realçar que a dívida herdada no início do mandato, em 2009 atingia um valor de 19 milhões de euros e, agora, aquando da apresentação deste orçamento, apresenta um valor de vinte milhões, já denunciados pelo CDS-PP no Relatório e Contas de 2010. Assim, contrariamente ao invocado, a dívida da autarquia tem vindo a aumentar por responsabilidade deste executivo, apontando-se que se irá cifrar acima dos vinte milhões de euros, como se irá constatar no Relatório e Contas, que será apresentado em Abril de 2012. Desta forma, o peso da dívida da autarquia não pode ser assacado apenas a uma herança do passado, na medida em que o actual executivo durante o seu mandato de dois anos já contribuiu com 1 milhão de euros.

Contrariamente ao que se esperava com a mudança política operada nas eleições autárquicas e à crise económica que atingiu o país, este orçamento não incorpora estas duas realidades, que deveriam visar uma redução efetiva da despesa corrente.

Com efeito, neste orçamento, recorre-se a mesma estratégia do executivo anterior, que muito foi criticado pelo PS na oposição, ao empolamento para legitimar gastos que se pretendem realizar a partir de uma receita que se duvida ser possível arrecadar. A título de exemplo recorre-se à venda de património, concretamente a Casa da Igreja e a venda das Escolas primárias. Em ambas a situações foram já realizados concursos públicos que não se concretizaram, tendo que promover novos concursos públicos à luz da realidade económica atual, que trará valores muito inferiores aos previstos em orçamento.

Outro dado deveras importante, é a incerteza que reina quanto ao licenciamento e garantia de pagamento EDP, face ao contratualizado com o município, ainda que tal já esteja previsto no orçamento, como tábua de salvação.

Lamentamos que as grandes Opções do Plano versem quase em exclusivo o centro da Vila, relegando para o esquecimento o desenvolvimento das freguesias e, naturalmente, a coesão do Concelho, revelando falta de estratégia e incapacidade em gerar projetos estruturantes que tragam dinâmica e um desenvolvimento virado para os grandes recursos que possui: o turismo, a floresta e o granito.

Este não é o nosso Orçamento. Daí que não nos compromete. O nosso seria objetivo, realista e contemplaria o Concelho na sua totalidade.



Os Deputados Municipais do CDS – PP de Mondim de Basto
Academia de Música e Bailado de Guimarães assinala no CCVF os seus 25 anos de existência

No primeiro Domingo de 2012 (08 de Janeiro), o Centro Cultural Vila Flor acolhe os artistas da Academia de Música e Bailado de Guimarães para celebrar o 25º aniversário da academia vimaranense, motivo para apresentar o espectáculo “25 Anos de Dança”.
A Academia de Música e Bailado de Guimarães foi fundada em 1986 por Rui Donas e Helena Sousa com o intuito de dotar Guimarães de uma estrutura profissional dedicada ao ensino da dança nas várias vertentes.
Actualmente, as disciplinas leccionadas na academia passam pelo Ballet Clássico, Jazz, Moderno, Contemporâneo, Hip-Hop, assim como Dança Educacional, Danças Tradicionais, Dança Renascentista, Danças de Salão e Piano.
A Academia é frequentada por 160 alunos, sendo paralelamente responsável pelas aulas de Música e Movimento leccionadas no Infantário de S. Francisco, abrangendo um total de 202 alunos. Possui ainda um protocolo com a "L'Aula – escola de dansa" de Igualada, promovendo um intercâmbio regular entre as duas escolas desde 1995.

A Academia tem um protocolo de parceria com o “Paço dos Duques de Bragança” e o IMC (Instituto dos Museus e da Conservação) para a animação dos espaços museológicos em diversos eventos, e na dinamização do Serviço Educativo do Paço com a realização de workshops de dança antiga. Inserido neste protocolo iniciou-se em 2008 o projecto “O Baile do Duque”, curso de formação em dança renascentista, com Maurizio Padovan – músico, professor e investigador, um dos mais qualificados e notáveis historiadores de dança do panorama internacional. Do trabalho desenvolvido nesta formação resultou a criação de um Grupo de Dança Antiga apresentado ao público em Abril de 2011 após uma investigação sobre os trajes e as Danças na Corte de Catarina de Bragança – Londres 1662- 1692.
A apresentação pública do trabalho realizado é feita através de «aulas abertas» nas instalações da Academia, participações em espectáculos, workshops, festivais e exposições para os quais é convidada e pela produção bienal de um espectáculo. Em Guimarães, a Academia esteve presente na inauguração do Auditório da Universidade do Minho, inauguração do Auditório da Didáxis, co-produziu com a Oficina de Dramaturgia e Interpretação Teatral (ODIT) e a Câmara Municipal de Guimarães várias “Semana da Dança”, projecto pioneiro a nível nacional na divulgação da dança contemporânea, em Guimarães.
Na área da Formação de Professores, entre 1992 a 2005 um total de 41 professores obtiveram a sua Certificação como Professores de Dança Clássica (Diplomados pela Royal Academy of Dance - Londres), sendo que 33 possuem hoje as suas próprias escolas e estão todos a leccionar.
Dos vários alunos que seguiram estudos superiores a nível da dança e/ou se profissionalizaram como bailarinos ou coreógrafos destacam-se os nomes da Lígia Teixeira, Rafaela Salvador e Ricardo Machado, jovens com presença assídua em vários palcos com projectos próprios ou incluídos no elenco de companhias nacionais de renome.
No âmbito da Captital Europeia da Cultura a Academia tem colaborado activamente com a Área de Comunidade, albergando e apoiando o projecto “Outra Voz”, participando e recebendo acções de formação da Rede de Parceiros Educativos, no Projecto Krisis / Academia Krisis e na orientação de uma Residência Artística.
Como princípio orientador da sua actividade têm o respeito pelo desenvolvimento individual de cada aluno e o dever de proporcionar um ensino de qualidade para todos, potencializando a aprendizagem através do lúdico com as capacidades terapêuticas e sócio-motoras que a prática da dança desenvolve.
A interdisciplinaridade com outras áreas artísticas – música, canto, fotografia, vídeo – é a forma de dar oportunidade a cada criança/jovem de ter as suas próprias experiências, contribuindo assim para o desenvolvimento da sua personalidade e o crescimento da sua natureza artística.
“Não é a perfeição artística ou performance de danças sensacionais, o que se pretende, mas um efeito benéfico da actividade criadora da dança, sobre a personalidade da criança” Rudolph Laban.
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Há um espaço, há um tempo, surgem momentos que não voltam a acontecer. No entanto, como o vento que vai e volta, ter em palco alunas que nos acompanharam no nosso primeiro espectáculo ajuda-nos a compreender como vale a pena acreditar.
Mergulhar no desconhecido é deixar-se levar pelas ondas que vão ter à constante descoberta de histórias que nos surpreendem a cada instante, renovando energias para voltar a criar. Transformamos assim ideias em objectos, movimento em poesia, mensagens em canto, gostos em música.
Desde “Um breve passado” até “Um longo futuro de muitas outras cores” fazemos uma viagem onde as memórias se fundem com a vontade de ir mais além, agilizando a busca de um sonho que se vai tornando realidade.
“Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” (Fernando Pessoa).
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“25 anos de Dança” é uma co-produção entre a Academia de Música e Bailado de Guimarães e o Centro Cultural Vila Flor e terá lugar no Grande Auditório do CCVF, às 18h30 do dia 08 de Janeiro.

Os bilhetes para o espectáculo podem ser adquiridos no Centro Cultural Vila Flor, nas lojas Fnac e no site www.ccvf.pt onde é possível consultar toda a programação.
É possível usufruir do serviço de baby-sitting durante o período do espectáculo “25 Anos de Dança”, o qual poderá ser requerido junto da bilheteira (1 euro )

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

                                                AS CULPAS DE FERNANDO PINTO

Com base nas diversas declarações que o actual Presidente da Camara Municipal de Mondim, Humberto Cerqueira, tem feito á comunicação social, nestes dois ultimos anos cheguei á seguinte conclusão. O que foi bem feito em Mondim, o responsavel é Humberto Cerqueira. Tudo o que esta mal feito o culpado é Fernando Pinto.
Assim sendo, os funcionários municipais não podem ir tomar café durante as horas de serviço, porque o culpado é Fernando Pinto.
As promoções e despromoções de funcionários feita de acordo com a cor politica de cada um deles e não pelas suas qualidades profissionais, a culpa é de Fernando Pinto.
A biblioteca municipal continua encerrada, e já lá vão dois anos, e a culpa é de Fernando Pinto.
A dívida da Câmara Municipal aumentou, nestes ultimos dois anos, em cerca de dois milhões de euros, e a culpa é de Fernando Pinto.
A desertificação do Concelho acentuou-se e a culpa é de Fernando Pinto.
Dos quatro bares existentes em 2009, fecharam três, e a culpa é de Fernando Pinto.
O desemprego aumentou exponencialmente, e a culpa é de Fernando Pinto.
As promessas que Humberto Cerqueira fez em 2009 de combater a desertificação, promover o desenvolvimento e criar 60 postos de trabalho, não foram cumpridas porque a culpa tambem é de Fernando Pinto.
Afinal de que não é culpado Fernando Pinto?
De tudo, menos pela falta de capacidade, do Presidente da Câmara Municipal Humberto Cerqueira, em resolver os principais problemas com que se debate o Conselho de Mondim.

António Martins

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vimaranense levou projecto “Eco.Grafias da Memória” ao hospital

Crianças doentes “sonharam” com o Natal

Natal é tempo de solidariedade, paz e amor. Por isso nada melhor do que dar um pouco de nós aos outros. Este é o lema de vida, durante todo o ano, de Sandra Maria Ferreira. Uma vimaranense que vive para escrever e para minimizar o sofrimento e a solidão dos outros. Nesta quadra natalícia a jovem visitou as crianças internadas no Hospital de Guimarães, onde criou uma história de Natal para “sonhar”.
O serviço de pediatria do Centro Hospitalar do Alto Ave recebeu uma visita especial na manhã de quarta-feira, 7 de Dezembro. Uma vimaranense utilizou algumas actividades de arte e terapia para contar uma história e fazer as crianças doentes “Sonhar o Natal”. Uma actividade inserida no projecto voluntário da autora, intitulado “Eco.Grafias da memória Infância/Velhice”.
Sandra Maria Ferreira tem 34 anos de idade, vive em Ronfe e é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas. Foi professora de português e francês durante alguns anos, mas decidiu “aposentar-se” do ensino muito cedo para cuidar das suas tias-avós acamadas. Entretanto dedicou-se ao que mais gosta de fazer: escrever e pintar. Foi assim que, há dois anos, surgiu o projecto “Eco.Grafias da Memória”. Uma iniciativa que tem como público-alvo as crianças e os idosos de lares, instituições de acolhimento, jardins-de-infância, bibliotecas, escolas, orfanatos, centros de dia, prisões e hospitais.
O Notícias de Guimarães acompanhou a primeira visita de Sandra Ferreira ao hospital de Guimarães. 10 crianças internadas no serviço de pediatria assistiram aos contos da animadora, interagindo com ela. A actividade decorreu na sala dos brinquedos e inseriu-se no projecto de estágio do curso profissional de animador sociocultural da Escola  Secundária Padre Benjamim Salgado, de Joane (Famalicão). A actividade baseia-se na construção, em conjunto, de histórias a partir de imagens retiradas de um baú e de elementos lúdicos e de interacção colocados na tenda colorida montada pela animadora.
No final a vimaranense mostrou-se satisfeita com a “receptividade das crianças, que foram muito acolhedoras”. Refira-se que este é um projecto voluntário que visa promover os afectos – “a base das relações humanas”, funcionando como uma “arte/terapia” através da linguagem e da cor.
Pedro Freitas, médico e director do serviço de Pediatria e de Neonatologia do CHAA, reconheceu ao NG que “vamos tendo, ao longo do ano, várias actividades lúdicas para as crianças. Isto é muito importante porque as crianças que estão internadas, são crianças debilitadas. Tudo o que lhes possamos dar para proporcionar distracção, divertimento, entretimento e ensinamento é sempre bom”.
Sandra Ferreira confessou ainda que “escrevo para viver e vivo para escrever” enquanto vai pintando umas “coisitas de amadora”. Em 2006 publicou o livro “Papoila, o príncipe e o sonho”. Tem mais livros em fase de publicação. É autora do blog papoilasonhadora.blogspot.com. Adora ouvir o som do violino e sonha aprender a tocar piano.
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Apresentação do Bordado Enamorado 2011 realiza-se a 13 de Dezembro no Museu de Alberto Sampaio
Exemplares com desenhos de Helena Cardoso e Joana Vasconcelos
No seguimento do projecto de estudo, certifica??o e valoriza??o do Bordado de Guimar?es, surgiu um projecto, fruto da parceria entre o Museu de Alberto Sampaio e A Oficina, que pretende unir a tradi??o e a contemporaneidade. Para o efeito, as duas institui??es convidaram diversos poetas e artistas pl?sticos portugueses a contribuir, com o seu trabalho, para a cria??o de uma s?rie de catorze pe?as em Bordado de Guimar?es, abordando o “amor” como tem?tica principal. Em cada ano s?o lan?ados dois exemplares.
As cria??es deste ano ser?o apresentadas na pr?xima ter?a-feira, dia 13 de Dezembro, ?s 16h00, no Museu de Alberto Sampaio. Contam com os desenhos dos artistas Jo?o Borges e M?rio Vit?ria e com os poemas de Carlos Po?as Falc?o e Manuel Ant?nio Pina. Concei??o Ferreira e Isabel Oliveira s?o as bordadeiras respons?veis pela execu??o do bordado.
Com o tema “amor” como pano de fundo, esta apresenta??o ?, ainda, marcada pela data da efem?ride com grande tradi??o em Guimar?es: a festa em honra de Santa Luzia, na qual se vendem os doces designados como ?passarinhas? e ?sard?es?, comprados respectivamente pelas raparigas e pelos rapazes para ofertarem ?quele(a) que amam.
Ainda a 13 de Dezembro, na Loja Oficina, tem lugar a inaugura??o da exposi??o ?Artes da Constru??o em Guimar?es Patrim?nio Mundial? e o lan?amento da 5? edi??o da Veduta
No ?mbito do 10? Anivers?rio da distin??o do Centro Hist?rico de Guimar?es pela UNESCO, enquadra-se a exposi??o ?Artes da Constru??o em Guimar?es Patrim?nio Mundial?, onde se destacar?o as principais t?cnicas da constru??o tradicional que fazem parte do importante conjunto edificado da cidade. Algumas artes presentes nesta exposi??o s?o, ainda, subsidi?rias da arquitectura vimaranense e integram, igualmente, este valioso patrim?nio.
O encontro est? marcado para as 17h00 na Loja Oficina, na Rua D. Maria II, n? 126, onde ser? ainda divulgada a 5? edi??o da Veduta – Revista de Estudos em Patrim?nio Cultural. Publica??o da responsabilidade d’A Oficina, a revista Veduta tem como objectivo estimular a reflex?o sobre o patrim?nio cultural enquanto elemento-chave na defini??o da identidade colectiva. Com edi??o anual, esta revista abre espa?o ? divulga??o de alguns trabalhos de investiga??o que se t?m desenvolvido dentro das v?rias vertentes do patrim?nio m?vel, im?vel e imaterial.
" O Beijo " de Idalina Dionisio

A galeria de arte Lucilia Guimarães inaugurou no passado Sábado uma exposição de pintura de Idalina Dionisio intitulada " O Beijo ". São um conjunto de obras de pequena dimensão, a óleo e técnicas mistas, que fazem bem ao nosso olhar pela enorme alegria que nos transmite.
Tudo nasce com uma tela em branco e pura, referiu ao NG, esta pintora natural e residente no Porto, licenciada em pintura pela faculdade de belas artes da cidade invicta.
Vejo-a, acrescentou, e sinto-a como uma provocação, porque a pintura é um acto de prazer e de entrega, onde se misturam ingredientes que saem de mim, mas que ao invés de me enfraquecer, me tornam mais forte, mais segura. Como uma mãe, no momento em que acaba de o ser e sente única.
E sobre esse belissimo trabalho que serve de cartaz á sua exposição e ao seu titulo escreveu: recordo o teu beijo / os teus lábios desenhados / macios e molhados / a tua boca colada e quente / o teu sangue fervente, revelando desta forma que dentro da sua própria pintura tambem existe poesia.
A mostra pode ser vista até ao próximo dia 21 de Dezembro no horário normal da galeria.

António Martins