terça-feira, 11 de outubro de 2011

Seminários conjuntos NEMB - AIGRA



O NEMB- Núcleo Empresarial de Mondim de Basto em colaboração com a AIGRA- Associação dos Industriais do Granito está a organizar três seminários direccionados aos industriais do sector do granito, que passa a divulgar:
13 de Outubro – Segurança e Higiene no Trabalho
18 de Outubro – Técnicas de Extracção do Granito
20 de Outubro - Certificação de rochas Ornamentais
As acções realizar-se-ão pelas 18 H nos dias indicados, no Auditório da Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Mondim de Basto, e não carecem de inscrição prévia.
As acções estão abertas a todos os Associados e não Associados.
Para mais informações pode contactar o Nucleo Empresarial de Mondim de Basto pelo nº 917562516
Uma criação do francês Alfred de Musset faz a sua viagem de estreia por Portugal

Artistas Unidos dão vida a um dos
mais belos clássicos de sempre




Sexta-feira, 14 de Outubro, às 22h00
“Não se Brinca com o Amor”
Artistas Unidos
Pequeno Auditorio do Centro Cultural Vila Flor
Preço 7,50 eur | 5,00 eur c/desconto




Esta sexta-feira, 14 de Outubro, no Centro Cultural Vila Flor, os Artistas Unidos sobem ao palco com uma peça escrita em 1834 por Alfred de Musset. O autor tem vinte e quatro anos quando escreve “On ne badine pas avec l’amour, ou seja, não se brinca sem perigo com esse extravagante sentimento! Humilhado, magoado, o jovem poeta regressa de uma estadia em Veneza, em que julgou morrer de amor. A verdade é que sobreviveu – sobrevive-se sempre – e vingou-se literariamente.
Musset sobreviveu à doença, à vergonha e ao amor; mas nele morreu um jovem confiante. “Não se Brinca com o Amor” conta a história dessa morte parcial. O tom mistura igualmente a gravidade e a leveza dessa idade, a farsa faz-se tragédia sem se tornar pesada. Musset brinca, e é o seu maior encanto, a marca de um novo teatro, assim como se diz uma nouvelle vague. O autor inspirou-se na vivência dolorosa da sua juventude, uma tragédia amorosa sucedida aquando da sua triste condição, atingido por uma febre tifóide. Baseado na traição da sua jovem amada, a célebre escritora George Sand, com o médico que o tratava, Musset espelha a sua triste realidade nesta obra, considerada uma das maiores do repertório de teatro francês. Uma obra nunca antes trazida a Portugal.
A acção decorre no século XVI, com Camile e Perdican a assumir os papéis de protagonistas deste de um amor dramático. Duas personagens que teimam em não assumir os seus sentimentos, um orgulho que conduz a uma sucessão de estratagemas que tomam proporções fatais, para eles, e para quem é apanhado nos seus enredos.
"Não se Brinca com o Amor" é-nos apresentada pelos Artistas Unidos contando com encenação de Jorge Silva Melo. Este espectáculo está marcado para o dia 14 de Outubro, às 22h00, no Pequeno Auditório do CCVF.
Os bilhetes encontram-se à venda no Centro Cultural Vila Flor, nas lojas Fnac e no site www.ccvf.pt onde é possível consultar toda a programaçã

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RIO TÂMEGA ESTÁ EUTROFIZADO!

Tenho manifestado publicamente a minha oposição sobre a construção da Barragem do Fridão. Como todos sabem, sou inteiramente contra este projecto. Não tenho a menor dúvida que serão maiores os danos que os benefícios. Essa minha posição está baseada em consultas de pareceres de especialistas na matéria e entidades dignamente credíveis.

Na sexta-feira passada, dia 30 de Setembro, o rio Tâmega amanhece com as suas águas esverdeadas, mantendo-se até a data de hoje. Ocorrência essa, conhecida como EUTROFIZAÇÃO. Consequência de um Verão prolongado com elevadas temperaturas e sem chuvas que propicia a eutrofização.

A eutrofização é o processo de poluição de corpos de água proveniente do acúmulo de nutrientes dissolvidos na água, ficando com níveis baixíssimos de oxigénio. Isso provoca a morte de diversas espécies animais e vegetais e, tem um altíssimo impacto para o ecossistema aquático. São raras as espécies que conseguem sobreviver.

Os lagos, Charcos e Albufeiras são ainda mais vulneráveis à poluição do que os rios. Portanto, se o rio Tâmega está neste momento está eutrofizado, não podemos ter a menor dúvida de que, quando as suas águas forem represadas com a Barragem do Fridão, irá acelerar e agravar o processo da eutrofização. Para que não hajam dúvidas é de salientar o Parecer da Comissão de Avaliação sobre o RECAPE “A qualidade da água que se observa nesta Albufeira (Torrão), onde estão identificados problemas de eutrofização associados a elevadas concentrações de fósforos, implica, à partida, um risco elevado de eutrofização da albufeira do AH Fridão”. Situação essa, que inviabilizará todas as actividades de carácter lúdico e de lazer nas massas de água (DL nº 135/2009 de 3 de Junho). Está condição irá penalizar seriamente na elaboração do Plano de Ordenamento das Albufeiras de águas Públicas (DL nº 107/2009, de 15 de Maio), que irá definir os regimes de salvaguarda, protecção e gestão, estabelecendo usos preferenciais, condicionados e interditos.

Associado a este problema da eutrofização, está também a variação da cota mínima que poderá atingir os 10 metros abaixo da cota máxima. Como refere o Professor Rui Cortes da Universidade da UTAD “irá impedir o aproveitamento turístico da albufeira, dado haver uma grande flutuação do nível de água, enchendo durante a noite e baixando durante o dia, período de maior consumo de energia.” Afirma ainda que “A ideia Idílica de ter uma grande massa de água não se vai verificar”. Estas variações vão provocar um grande efeito de erosão e será uma situação muito desagradável. Alertou ainda que, ”Com a sucessão de barragens previstas no rio Tâmega vai por em causa a qualidade da água”.

Para finalizar e dado as revelações negativas que tem vindo a ser aludidas no RECAPE e no Parecer da Comissão de Avaliação do AH do Fridão, manifesto a minha total preocupação e o meu desagrado pela concordância e inconsciência com que esta autarquia, Câmara Municipal de Mondim de Basto, tem vindo a liderar este projecto da Albufeira do Fridão com a EDP, colocando demasiado em causa o futuro deste concelho.

Repito, “Uma autarquia tem que ser o braço que apoia o cidadão, o pulso que faz este concelho funcionar e ter a mentalidade em despertar um espírito de conformidade de opiniões para que sejamos como uma única família mondinense. E pluribus unum. Dos muitos se faz um.”

O Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto
Fernando Gomes

terça-feira, 4 de outubro de 2011

As "Guticulas Flutuantes". de Elisabete Pereira Rodrigues.



No passado sábado foi enaugurada no posto do turismo da praça de S. Tiago uma exposição de fotografia que surpreende pela diferença.
Esta mostra versa sobre aquilo que o próprio titulo da exposição sugere: as nuvens.
A autora, natural de Brangança, técnica superior da Câmara Municipal de Guimarães, referiu ao NG que sempre contenplou as nuvens. Em miuda, disse,  passava horas a observar os seus tons e as suas formas que na minha imaginação surgiam como monstrons mitológicos, figuras patéticas e desengonçadas, silhuetas perfeitas e simbólicas, animais, vegetais ou simplesmente bolas de algodão doce.
A este olhar de deslumbramento pela natureza que os nossos leitores podem agora apreciar nesta exposição, a decorrer até ao próximo dia 31 de Outubro, que para além da vertente artistica tem tambem uma forte componente cientifica.


António Martins
Uma criação do francês Alfred de Musset nunca antes apresentada em Portugal.

Artistas Unidos dão vida a um dos mais belos clássicos de sempre
A 14 de Outubro (sábado), no Centro Cultural Vila Flor, os Artistas Unidos sobem ao palco com uma peça escrita em 1834 por Alfred de Musset. O autor tem vinte e quatro anos quando escreve “On ne badine pas avec l’amour”, ou seja, não se brinca sem perigo com esse extravagante sentimento! Humilhado, magoado, o jovem poeta regressa de uma estadia em Veneza, em que julgou morrer de amor. A verdade é que sobreviveu – sobrevive-se sempre – e vingou-se literariamente.
Musset sobreviveu à doença, à vergonha e ao amor; mas nele morreu um jovem confiante. “Não se Brinca com o Amor” conta a história dessa morte parcial. O tom mistura igualmente a gravidade e a leveza dessa idade, a farsa faz-se tragédia sem se tornar pesada. Musset brinca, e é o seu maior encanto, a marca de um novo teatro, assim como se diz uma nouvelle vague. O autor inspirou-se na vivência dolorosa da sua juventude, uma tragédia amorosa sucedida aquando da sua triste condição, atingido por uma febre tifóide. Baseado na traição da sua jovem amada, a célebre escritora George Sand, com o médico que o tratava, Musset espelha a sua triste realidade nesta obra, considerada uma das maiores do repertório de teatro francês. Uma obra nunca apresentada em Portugal.
A acção decorre no século XVI, com Camile e Perdican a assumir os papéis de protagonistas de um amor dramático. Duas personagens que teimam em não assumir os seus sentimentos, um orgulho que conduz a uma sucessão de estratagemas que tomam proporções fatais, para eles, e para quem é apanhado nos seus enredos.
"Não se Brinca com o Amor" é-nos apresentada pelos Artistas Unidos contando com encenação de Jorge Silva Melo. Este espectáculo está marcado para o dia 14 de Outubro, às 22h00, no Pequeno Auditório do CCVF.
Os bilhetes encontram-se à venda no Centro Cultural Vila Flor, nas lojas Fnac e no site www.ccvf.pt onde é possível consultar toda a programação.
A peça estreia a 05 de Outubro no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e vai estar em cena até dia 09 do mesmo mês
Teatro Oficina apresenta nova produção:
“Um Acto de Comunhão”, de Lautaro Vilo
“Um Acto de Comunhão”, de Lautaro Vilo, é a nova produção do Teatro Oficina. Uma estreia nacional que irá marcar presença no Sub-Palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, entre os dias 05 e 08 de Outubro às 22h00 e no dia 09 às 17h00.
Marcos Barbosa encena e interpreta uma obra inquietante e isenta de tabus, uma metáfora dos relacionamentos contemporâneos, em que o furtivo e imediato prevalecem.
Com texto de autoria de Lautaro Vilo e baseado na história verídica de um caso que chocou o mundo, este é um espectáculo sobre os limites do desejo, a solidão e as novas, estranhas e inverosímeis formas de encontro. Percorre a vida de um homem e o desenvolvimento
Baseado na história real de Armin Meiwes (ocorrida em 2001), “Um Acto de Comunhão” reporta a uma simbiose mal resolvida entre o real e o virtual. É uma obra repleta de uma perversidade que emergiu da obsessão em navegar por chats frequentados por masoquistas ou transgressores, seja no que se refere ao sexo ou a uma vasta gama de tabus. Uma história densa que poderá servir como material de reflexão sobre os tempos modernos, cada vez mais sustentados na virtualidade do que no real da vida.